Amar a alma
Inevitável em sua pureza cromática
No alvo beijo a beber o abraço
Das bocas a se encontrarem sedentas
Pelo desnudar das almas
E do fio único a velar
O cálido corpo desejante.
O enlevo tornado infindo,
quando à alma goza o abraço
e à volúpia transpõe o êxtase
e os corpos quedam-se repletos
a gozarem sua plena imperfeição,
é inefável às bocas fatigadas
e às mãos a repousarem arquejantes
sobre os sexos saudosos e silentes.
O êxtase do instante se expande
Às almas a entreabrirem-se em flor
Transbordando eternidades
A deflorarem a noite insondável.
O corpo morre no seio da noite
Para que nasça a alma…
E os amantes
Despem-se,
Pela primeira vez.
Autor: Gustavo Figueiredo
0 Respostas para “Gênese”