Publicado em on 26 de Janeiro de 2008
in Poemas.
Escrevo-te hoje, ontem e sempre, sei que existes,
encontro-te na poeira dos meus olhos.
Sinto o teu rosto queimando nos meus dedos, onde
procuro o sol dos teus desejos.
Procuro-te, naquele abraço azul da cor do céu, e, naquele
momento em que a minha lágrima faz companhia a dias perdidos.
Há segredos que deixam pegadas no meu corpo,
e têm o teu sorriso no calor da meia noite.
Quando te vi, pensei, que era a tua serenidade que se juntava
à minha melodia de mil cores, num desejo de
existir, e ter nos olhos da lua a eternidade desta paixão.
Perdi-me, num puro desejo de ser amada, e num despertar
longínquo de ilusão.
Juras-te que sim, numa melodia de palavras soltas e
alucinadas deste amor.
E no pranto duma rosa, supliquei-te ternura.
Lentamente, entornaste a noite sobre o meu corpo, e o teu sorriso
desenhou na minha alma, esta paisagem de aromas que vive
dentro das minhas palavras de poesia.
Em arabescos quero escrever na orla dos teus olhos, palavras dum instante feliz, sem segredos, sem aromas,
na madrugada que teima em pintar o arco-íris numa estrela sem luar.
Amanhã haverá outro luar…pintado com lágrimas que vão pingando em taças de cristal, onde gaivotas em soluços de paz
irão beber gota a gota os sinais já esgotados desta paixão.
Sabes onde estou??
A caminho duma montanha de PAZ.
Espero-te !!!
Tens lá a tua ternura…e a minha lágrima que secou…por TI…
Autor: Amália Lopes
Publicado em on 26 de Janeiro de 2008
in Poemas.
Conhecemo-nos num dia longínquo
Revelaste-me a plena essência do teu ser e eu a ti a minha
Não procurámos desvendar os insondáveis mistérios do Universo
Nem falámos acerca de lugares comuns.
A conversa informal, incomum,
Deu lugar a vastos e nobres sentimentos.
Despedimo-nos mais tarde, noutro dia longínquo,
Em que tomámos diferentes direcções,
Apesar de teres confundido todos os meus sentidos.
Separados pelo tempo e pelo espaço, inacessíveis
E sem promessas
E sem esperança.
Hoje, sei que sinto saudades Tuas.
Se sinto, o meu sentimento é por pensar em Ti.
Se choro, as minhas lágrimas são Tuas.
Se AMO, o meu Coração é Teu.
Tenho que to entregar pessoalmente,
Ele não está bem assim.
Se o meu sonho és Tu,
Então, não quero acordar desse sonho,
Porque no meu sonho
Penso em Ti perto de mim.
Na realidade, apenas posso pensar em Ti.
Estranha realidade,
Onde apesar de tudo,
Posso pensar em Ti.
Autor: Leonor Hoje
Publicado em on 25 de Janeiro de 2008
in Poemas.
Outrora ao preterir-te,
Banir-te do meu coração
Cometi nefasto pecado venial
Arrependido recebi remissão
Hoje meu amor é incondicional.
Amo-te mais do que antigamente
És a menina dos meus olhos,
Minha eterna mulher
Não uma relação desvanecente.
Sua cabeça é avançada
Tenho que acompanhá-la
Para dizer-te
Panegíricos lindos, sutis, inteligentes
E coroar-te definitivamente como minha amada.
Agora tenho certeza
Que você me ama e ficará ao meu lado
Esmerar-me-ei para o nosso amor nunca acabar
Descobri que alimentar esse amor
É uma rica e prazerosa proeza.
Meu amor é você
Sendo assim…
Não amar-te-ei como um proxeneta
Nosso amor a cada dia
Está mais perto de Deus
Livrou-me do tédio
Quando vivia como anacoreta.
Tu és indescritivelmente bela nenúfar
Plantada no jardim em Marte
Deixo claro pra todo que me lê
Como é bom amar-te.
Publicado em on 25 de Janeiro de 2008
in Poemas.
E se eu quiser não esperar,
Nem mais cinco minutos, nem a hora acordada,
Nem atrasos, onde olhássemos na ansiedade que nos espera,
No manto escuro que agora se sente,
Onde deixássemos a imaginação para outra conversa,
Onde perdêssemos todo o tempo,
Para ouvir-te comandar o meu sonho, e eu o teu,
Rasgar o meu coração de dúvidas, de fugas e ódios,
Esquecer o protocolo,
Qualquer um que agora se aplique, que agora se exija,
E nos beijássemos, sem limites,
Tal como nos apetece, tal como nos treme debaixo da pele,
Esquecendo a vergonha que não temos, perdida.
E se eu não quiser esperar,
Nem mais um suspiro de tédio, pela relógio parado, e correr,
Atravessar a cidade em hora de ponta, enorme, intransponível,
Só para chegar mais cedo, agora mesmo,
Para poder ver-te descer as escadas, tão devagar quanto possível,
Para poder não perder o mesmo brilho que trazes nos olhos, irreal,
Que já não vejo, e beijo,
Sem esperar.
Autor: Daniel Costa Lourenço
Publicado em on 24 de Janeiro de 2008
in Poemas.
Sem ti
o tempo arrasta-se,
- lagarta pesada e viscosa
em cujos anéis me enredo.
Sem ti,
cada hora passa
com a lentidão de um dia,
e a cada uma afloras
com a persistência de um relógio.
Sem ti,
criam-se clareiras de sombra
na minha vida,
explodem buracos negros
em que me afundo e perco.
Sem ti
morrem sonhos,
escurece o olhar,
sobram os gestos.
Sem ti,
não quero.
Publicado em on 24 de Janeiro de 2008
in Poemas.
Neste exacto momento
em que escrevo estas palavras,
é teu o meu pensamento,
embora tu não o saibas,
em que, num sorriso, recordo
o toque da tua pele
e imagino nos teus lábios
o mais puro e doce mel.
E imagino segredos
e histórias por revelar;
e com a ponta dos meus dedos
anseio em te tocar;
e num tom de voz baixinho
ao teu ouvido sussurrar,
enquanto te faço um carinho,
enquanto leio o teu olhar.
E, logo depois, lentamente
pegar na tua mão;
sentir nela, o teu corpo quente,
sentires nela o meu coração.
E depois suave e doce
afagar o teu cabelo,
como se um poema fosse,
como se pudesse eu escrevê-lo.
Imagino finalmente,
ou talvez seja um desejo,
abraçar-te ternamente,
enquanto provo o teu beijo.
Publicado em on 23 de Janeiro de 2008
in Poemas.
Uma brisa suave anuncia-nos o Céu
quando em extâse cubro o teu corpo como um véu.
Que na troca de olhares, no sorriso cúmplice
tudo o que somos se resume.
Quando nada se diz e o suor escorre
e o teu prazer pede que o exume
os beijos falam…
e o medo morre!
Aí, o vulcão que te liberto mergulha-me;
minha boca sente na tua todo o mel
dos favos ricos, da tua sede, do pincel
com que a tua mão pinta arrepios na minha pele.
E a tua lava envolve-me, ardente e segura
e deixa do meu pranto a fonte enxuta
E quando ao acaso o teu verbo augura
entrego-me extático sem dar luta!
E é aí, nesse mesmo momento
em que partindo da tua face benzida a prazer,
do teu espírito já errante, viajante, voador,
que o meu se funde à tua Paz com um grito que vem ser
como o de Ipiranga, libertador!
Voamos para além do Céu!
Voamos para além da dor!
Voamos para viver o que o destino nos investe…
A Paz celeste…
O nosso Amor!
Autor: Rui Diniz
Publicado em on 23 de Janeiro de 2008
in Poemas.
O amor é tão grande como o mar
Tão forte e de um encanto infindável
Até é capaz de matar
O amor é tão belo como o mar
Onde adultos são crianças
Os olhos brilham, o coração acelera,
A existência tem outro sentido diante do amor
A perfeição tem outra visão diante do mar
A vida tem outros valores diante do amor.
Tal como o mar, o amor se renova em ciclos
no mar são as marés, que sobem e abaixam as águas
no amor, são os pequenos sinais, as delicadezas
o respeito, a afeição pelo outro, as lembranças
que vão edificando um sentimento maior que o mar
maior que o próprio amor, acelerando com a idade
sendo tão bondoso que abre mão de si mesmo
quando deixa de ser uma paixão
para se tornar cumplicidade.
Enfrente ao mar, contemplo as ondas no vai e vem sem fi
e tenho esperanças, que assim como as ondas
o amor que se foi, pode dobrar, ou se renovar
e assim como estou diante do mar
poderei estar diante de um novo amor
para um reiniciar, num indo e vindo infindo
como o próprio mar, como o próprio amor.
Autor: Fernando de Sousa Pereira
Publicado em on 22 de Janeiro de 2008
in Poemas.
O amor…
Algo muito complicado…
Amamos quem não queremos
e não amamos quem devemos…
Se o procuras não o encontras,
se o evitas das de caras com ele…
Umas vezes é longo mas muito calminho,
outras é curto mas muito intenso…
Chega sem avisar e
vem sempre para ficar…
Não quer saber se é bem-vindo nem
dos estragos que fez ou que vau fazer…
E por mais que estejas preparada,
consegue sempre surpreender-te…
Não faz girar o mundo mas
faz valer a pena que o mundo gire…
O amor é algo que…
Simplesmente acontece…
Autor: Susana Diogo
Publicado em on 22 de Janeiro de 2008
in Poemas.
Do breu que percorri sem fim,
Dos caminhos em que não me achei e não te encontrei,
Na escuridão onde me encerrei sem destino
Mergulhada em lágrimas que deitei por causas perdidas.
Aí onde me escondi do mundo e da sorte,
Aí vi a tua luz.
Brilhava na noite onde vivia
Tão forte como o luar,
Tão sublime como a prata que cobre o mar…
Não mais os meus olhos se cegaram com o infortúnio,
Deixei entrar a tua luz dentro de mim
A minha alma encheu-se de flores
E o meu cheiro doce encheu o mundo de alegria.
Abracei o meu destino sem medo de me perder de novo
E caí nos teus braços
Onde baralhei o fado da vida e me cruzei com o amor.
Não sei se nado a seco
Se vivo, mas estou morta…
Não sei se me iludo de fantasias
Se sonho, mas vivo em pesadelos.
O que sei, do que sinto, do que vejo
Nada é tão real como o brilho que reflectes em mim.
Nada é tão terno como o calor do teu corpo em mim.
Nada é tão certo como o teu amor em mim.
Olhos nos olhos,
Corpo no corpo,
Corações, os nossos
Amor sem fim,
O nosso!