Publicado em on 24 de Fevereiro de 2008
in Poemas.
O amor são estranhos desenhos,
que uma criança dá aos pais,
Amor, são os sentimentos que um casal de idosos…
Amor…
Amor é apenas aquele friozinho na barriga,
quando um rapaz beija uma rapariga…
Amor é um simples sim…
Amar…
Um dia a lua perguntou-me o que significava…
Não sabia, e por isso fui perguntar ao sol…
Ala afirmou choroso:
-Amar é sofrer a ausência,
é viver a distancia e continuar a amar…
Amar é um segundo de ternura,
uma hora de alegria,
e uma eternidade de pensamento…
O amor é maior que eu,
é do tamanho do universo…
Com tudo aquilo voltei para perto da lua e disse-lhe:
-Amar, é apenas sofrer, lutar, sorrir raciocinar e vencer…
Ela olhou-me espantada… Mas de facto,
O que é o amor para além disso?
Autor: Tatiana Franco
Publicado em on 24 de Fevereiro de 2008
in Poemas.
A aurora surgiu
De um encarnado dourado.
Com o correr das horas
O dia vestiu-se de tons plúmbeos
Desanimadores…
Ao cair da noite
decido pintar-te
numa tela só minha
para sempre admirar-te.
Pinto-te…
Retratando o Tu que vejo,
e em mim fica marcado.
Chegaste, de mãos vazias sem promessas,
De homem palhaço te vestiste,
Arrancaste gargalhadas, acompanhaste sorrisos
Chegaste, sem promessas,
De mãos vazias.
E, eu vou-te pintando dia, após dia.
Argumentista convicto,
Rebelde sem causa,
Irreverente.
Chegaste, sem promessas,
De mãos vazias.
Conversador nato,
Ouvinte atento,
Mago sedutor…
Chegaste, sem promessas,
De mãos vazias.
Só com a certeza que te vais embora….
Um destes dias.
Autor: Rita Sousa
Publicado em on 23 de Fevereiro de 2008
in Poemas.
Amor, palavra sagrada
Dita por quem tanto AMA
Mas que coisa abençoada
Muito mais, se for…na cama.
Amor pode ser paixão
Mas é também amizade
Que se tem no coração
P`los que amamos de verdade.
O Amor de pai é segredo
O de Mãe, esconde outro encanto
O meu esconde outro medo
Pois já partiu…entretanto.
O Amor maior do mundo
Seria a guerra acabar
E ver em cada segundo
Só a Paz…sempre a reinar.
Nasce cá dentro do peito
Essa palavra tão forte
Um Amor Grande e Perfeito
Durará …até à morte!
Autor: Renato Manuel Valadeiro
Publicado em on 23 de Fevereiro de 2008
in Poemas.
De livro aberto
Com folhas desperto
Me movo sem cansaço
Com papel no regaço
Me relaxo e ultrapasso
Enquanto marco o passo
Através de folhas me confesso
Dolorosas letras com frente e verso
Pensamentos dispersos
Não creio no mundo sem letras
Sem capas e frases tormentas
Só creio em dias letrados que o são
Vozes roucas de coração
Pensamentos famintos
Que embutem o ego
Pergaminhos únicos nos quais escorrego…
Porque estão lá
Porque eu fui
Porque me movi num mar que se dilui
De pensamentos sem voz
De momentos que de um mar são a foz
Por casas construídas com vidas moldadas
Passos bem evidentes nas folhas que são calçada
Me mostro como desgosto
Disfarço porque não posso medos e desejos
Despojos atirados de penedos
Onde ondas másculas num mar refinado
Viram páginas para o outro lado.
Autor: Luís Bacalhau
Publicado em on 22 de Fevereiro de 2008
in Poemas.
Sou tão clara
Que uma gota de sangue
Rosa me faz.
E assim como a rosa, encanto.
Apesar dos aparentes espinhos.
Ao mundo deixo não mais que amor.
Foi assim para ela
À ela devotei as palavras mais doces
E um sussurro lívido nos dias tristes
À ela dediquei meu melhor poema
Rosas amarelas e uma canção
E o que fazer agora
Se dessa mesma boca ouço palavras tão rudes?
Tratou-me de forma tão descuidada
Como um jardineiro distraído
Que esmaga entre os dedos
Seu melhor botão.
Apesar de tudo, novamente passo
Rasgada por dores como fino tecido
Mágoas, pudera, não me endurecem
Sigo com meu amar assim tão instintivo.
Rumos nessa estrada
Suja de humanos
Mas meus trajes
Ainda estão limpos
Autor: Júlia Almeida
Publicado em on 22 de Fevereiro de 2008
in Poemas.
Esse olhar de menina
Nesse corpo de mulher
Toda a ora me desatina,
Esteja eu onde estiver!
Essa pele tão macia,
Esses olhos a brilhar…
O teu cabelo à solta
Por onde me perco a navegar!
Esse olhar irreverente
Impossível de domar…
Que me deixa tão contente
Por me deixar te amar!
Dois corpos, um coração
Com muito amor a bater.
Quando está longe dá sensação,
Que está triste, está a sofrer…
Ficaremos juntos então,
Sem ti não posso viver.
Pois um corpo sem coração,
Não tem vida, só pode morrer!
Autor: Joana Nogueira
Publicado em on 21 de Fevereiro de 2008
in Poemas.
Amo logo existo
nada…mais que nada
nada mais que isto:
um conto de uma fada
ou de um nada,
frágil semente e germinação.
nossa mão e passos estrada a fora
fazem agora história de outrora,
outra hora que nada,
nada mais que isso,
assim nasceu.
algo…mais que algo
algo a mais que isto:
o nosso diálogo,
que mesmo logo
a seguir cresce a acção
deste sorriso e pudor que logo então
faz começar
tão somente a felicitar
feliz citar-te que logo
mais que algo
nada mais que isto
amo, logo existo.
Publicado em on 21 de Fevereiro de 2008
in Poemas.
revolta amarga da doce ternura do teu olhar
patética solidão provocada pela saudade da tua companhia
amar dói…
entristece, alegra, ridiculariza, eleva, mói
espasmos de violência preenchida com a beleza da agonia
poeta, pessoal, mal formado, mal acabado
faca que fere, corta o coração com simpatia
sorriso do ódio que me consome
despertar do amor que não dorme
amar dói…
Autor: Bruno Pereira
Publicado em on 20 de Fevereiro de 2008
in Poemas.
Vejo-te passar por mim,
Cada vez mais rápido,
Até seres só, raios de luz.
Caminhamos em sentidos contrários,
Direcções distintas,
Rumo ao norte
Rumo ao sul.
Já não te vejo…
Sinto apenas
A brisa quente,
O ar movido
À tua passagem.
No início foste vendaval,
Remoinho…
Pensei que janelas calafetar
Para não te permitir entrar.
Passada a loucura
Fica o carinho,
Talvez, ternura?
Hoje, és raio de luz,
Brisa calma
Ao descer da noite.
Cai o pano,
Acaba a cena.
Mais um poeta
Da minha vida
Que se ausenta.
Publicado em on 20 de Fevereiro de 2008
in Poemas.
Fui assaltado
Em minha história
Meu destino
E em minha sorte.
No querer
Não mais
Que o desvanecer,
A morte.
Foi perder a inocência
Viver sem sentido,
Foi correr na incoerência
O meu amor sentido.
Em mar de perdição
Secura abunda,
E em submersas visões
O tempo fecunda,
As profundas sensações
De um enredo
São vivências de um sonho
Onde não há medo.
Decerto não mais
Seguro teu sonho,
Nem escorro lágrima
Ou sinto o bater do coração,
Apenas me evado do sentir
Vou morrer na ilusão.
Autor: Bruno Miguel